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svabPosso considerar a minha vida de professor e músico no Brasil a partir de julho 1968, quando fui contratado pelo Maestro Isaac Karabtchevsky como 1º. Trompista (cornista) da OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira) Uma clausula do contrato exigia ensino de instrumento. Assim que começou a larga vida pedagógica e profunda convivência com mundo de “trompistas” nesta gigante terra. Na época não erra muito simpática a classe das trompas. Instrumento considerado facilmente falho. Evitava se de fazer uma presença significativa nas peças dos compositores da época. Tinha realmente motivos. Os trompetistas que não poderiam ser aproveitados, passaram tocar a trompa, mas do mesmo jeito como tocavam os trompetes. Os estrangeiros que vieram depois da  II guerra  (italianos e alemãs comprometidos  de envolvimento com os regimes opressores) se aventuraram de tocar a trompa, porque era instrumento que mais precisava, mesmo não tendo conhecimento e nunca estudaram o instrumento. As exceções erram raras. O estudo de instrumento não tinha uma rigidez e estrutura planejada. Tentei convencer os jovens aspirantes de assumir estudo programado, diário e com grande importância para escadas e arpejos. Depois de algum tempo os mais dedicados começaram a se destacar o que deu uma rápida aceitação pelos outros. Como que fui convidado para todos os festivais de música pelo todo país, método se espalhou e classe dos trompistas cresceu com uma velocidade impressionante e nível também. Ajudaram muito as apresentações com duos, trios, quartetos, sextetos (e até mais) grupos de trompistas que praticamos na universidade e nos festivais de música. Sempre que possível tentamos organizar master`s classes com grandes nomes do mundo das trompas – Hermann Baumann, Philip Mayer, Barry Tucwell, Vladimíra Klánska, Radovan Vladkovic  etc. Numero dos estudantes de trompa provavelmente nunca atingiu tão grande interesse no Brasil. Hoje, os mais dedicados e esforçados já tem uma presença revelada como professores nas universidades e como profissionais nas orquestras sinfônicas. Infelizmente estamos enfrentando uma situação político-econômica no Brasil que assustadoramente prossegue com a liquidação dos valores culturais-artísticos e com a morte cruel dos vários grupos tradicionais. Orquestra Sinfônica Brasileira, um conjunto de existência já 77 anos esta fechando porta. Em São Paulo dois conjuntos foram dissolvidos e vários estados brasileiros passam os mesmos problemas.


Formado pelo Conservatório de Musica de Praga ( Republica Tcheca ) e Mestre em Música Brasileira pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro –UNIRIO, tocou primeira trompa na Òpera Split (Iugoslavia) e também lecionou na Escola de Música local. Antes de ser contratado como primeira trompa pelo Maestro Isaac Karabtchevsky na Orquestra Sinfônica Brasileira ( 1968 ), exerceu o posto de primeira trompa na Orquestra Sinfônica de Praga – FOK ( Rep.Tcheca ). Em 1996 como pós-graduado obteve o Titulo de Mestre pela UNIRIO em Música. 

No Brasil desenvolveu atividades como solista , professor e regente. Atuou como membro e fundador do “Sexteto do Rio“, “Ars Musica” “Ensemble do Rio“, “Camerata Amadeus“ e “Metal – Transformação”. Foi trompista do “Quinteto de Sopros da Rádio MEC” e da Orquestra de Câmara do Rádio MEC. Trabalhou como professor convidado nos festivais de música – Campos de Jordão, Campos de Goyatazes, Curitiba, Londrina, Blumenau, Juiz de Fora, Brasília, Recife, Montenegro, Goiânia, etc. Atuou também como regente convidado da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, e nos festivais de música – Curitiba, Brasília, nas Bienais de Música Contemporânea e é regente permanente do grupo de metais “Metal – Transformação“.

Até 1995 atuou como primeira trompa na Orquestra Sinfônica Nacional da UFF. Foi convidado como regente preparador dos naipes de sopros e percussão da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro na temporada 1997-1998, exercendo também a função de primeira trompa, na mesma orquestra, até maio de 2002.
Regeu Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) na temporada 2007. Até o dezembro 2008 exerceu função de professor da Trompa e Música de Câmara na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO.
Atualmente é professor e Maestro responsável pela Orquestra Sinfônica Jovem EMVL ( Escola de Música Villa Lobos ) e leciona instrumentos de metais, e é Maestro da Orquestra Sinfônica da Casa da Música na Faculdade da Licenciatura em Música da Universidade Candido Mendes em Nova Friburgo.

Em colaboração com a Secretaria da Cultura da Prefeitura de Teresópolis, organizou, realizou e produziu três festivais anuais ( 2009, 2010, 2011 ) de música – Festival de Música Clássica de Teresópolis. Com o incentivo da Prefeitura e com os músicos locais, fundou a primeira orquestra da cidade – Camerata Theresa Christina – ( nome que homenageia a fundadora deste centro serrano ), exercendo a função do Maestro Titular e Diretor Artístico.