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O INÍCIO

silvaAs Trompas Lusas são um quarteto de trompas português, fundado no ano de 2010, e que está radicado na zona do Porto, norte de Portugal. O projecto nasceu de uma relação de amizade de vários anos. Fizemos a nossa formação inicial na mesma escola, Artave, e fomos convivendo regularmente tocando inicialmente em Bandas Filármonicas, e mais tarde colaborando em várias orquestras. Durante anos tivemos em mente o projecto de criar um quarteto de trompas, pelo grande prazer em fazermos música de câmara e podermos fazê-lo entre amigos. Em 2010 aconteceu o nosso primeiro concerto, surgiu a oportunidade de apresentarmos o Konzerstück para 4 trompas de Robert Schumann. Foi em Espanha, com a Orquestra Sinfónica da Cidade de Pontevedra. Esta fantástica obra foi um enorme desafio para um grupo que estava a começar, mas os sucessivos ensaios e o resultado do concerto deu-nos a motivação necessária para continuar com o projecto. Passados 5 anos, em 2015 voltaríamos a interpretar o Konzertstück de Robert Schumann em mais um par de concertos.

SOBRE OS MEUS COLEGAS

Os meus colegas das Trompas Lusas são músicos freelance, colaborando de forma regular com várias orquestras portuguesas. Uma dessas orquestras é a Orquestra Sinfónica do Porto, orquestra da qual sou membro efectivo desde 2000. São também professores bastante activos, lecionando em algumas das principais escolas desta zona do país.

Bruno Rafael leciona na Academia de Música de Guimarães, Universidade do Minho e Escola Profissional de Música de Viana do Castelo. É membro da Orquestra de Guimarães. Somos colegas há 23 anos e para além da paixão pela trompa, partilhamos a paixão pelo futebol e pelo mesmo clube Sporting Clube de Portugal!!

Nuno Costa leciona no Conservatório do Vale do Sousa, Escola Profissional de Música e Academia de Espinho. É membro da Orquestra de Guimarães. Muito prestável e polivalente, tanto toca trompa grave como aguda, sendo também o responsável por manter as contas do grupo equilibradas!!

Hugo Sousa leciona no Conservatório Regional de Vila Real, Academia de Música Sociedade Vizelense e Academia de Música de Vila Verde. É o membro mais jovem das Trompas Lusas, em jovem chegou a ser meu aluno e sem dúvida um dos alunos mais talentosos com quem tive oportunidade de trabalhar. Grande especialista de trompa grave, é um músico muito seguro. Fora da música é um apaixonado por desportos radicais, em especial downhill mountain biking!

INSPIRAÇÕES MUSICAIS

TrompasLusasHá vários excelentes agrupamentos que inspiraram várias gerações de trompistas, como o: American Horn Quartet (AHQ), Budapest Festival Horn Quartet, Leipzig Horn Quartet, Berliner Philharmonic Horn Quartet e Deutsche Naturhorn Solisten.

Mas tal como a maioria dos trompistas da minha geração, a minha primeira grande refêrencia em quartetos de trompas foi o AHQ. Em 1992, tinha 13 anos, e estava a começar a estudar seriamente trompa, quando alguns colegas mais velhos me deixaram ouvir o primeiro CD do AHQ. Fiquei deslumbrado com a virtuosidade e coesão técnica do grupo, o equilíbrio sonoro e com o fantástico repertório. Cada novo CD do AHQ era esperado com grande entusiasmo. O trabalho que o AHQ desenvolveu penso que continua a ser um exemplo para quem quer ter sucesso num quarteto de trompas. Por um lado divulgou fantásticas obras que eram desconhecidas do grande público e por outro alargou o repertório com excelentes novas composições e estusiasmantes arranjos. Neste campo o papel de Kerry Turner é tremendo.

Depois há trompistas que são referências internacionais e são muito importantes para nós, como Hermann Baumann, Radovan Vlatkovic, Ab Koster e Nury Guarnaschelli e Javier Bonet. Possuem uma enorme experiência e são pedagogos fantásticos. Em vários momentos nos aconselharam e nos ajudaram a procurar ser um melhor grupo.

OBJECTIVOS TRAÇADOS

As Trompas Lusas definiram dois grandes objectivos a desenvolver:

  1. Uma actividade concertística regular, divulgando o repertório original para a formação e alargando o repertório com novas composições.
  2. Actividades pedagógicas de forma a promover a trompa e incentivar o estudo do instrumento. Para além de trompistas activos somos também professores e assim sendo, a vertente pedagógica foi sempre muito importante.

PROJECTOS

  1. Divulgar o repertório original

As Trompas Lusas têm apresentado concertos de forma regular em Portugal e no estrangeiro. O grupo apresentou-se em Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha e Finlândia.

O repertório original para 4 trompas é bastante diversificado em estilo e tem sido uma verdadeira descoberta para nós e para o público em geral. As temáticas abordadas nos nossos concertos têm sido variadas, baseando-se normalmente no repertório original para quarteto de trompas.

Anualmente inserimos nos nossos concertos um novo programa tendo como tema a um diferente país, onde compilámos repertório de compositores do país retratado. Assim podemos dar a conhecer ao público, de uma forma mais abrangente, as músicas e sonoridades desses países. Já apresentámos programas dedicados a Portugal, Alemanha e Rússia. No próximo ano apresentaremos um programa dedicada à "Música Britânica para Quarteto de Trompas" com obras originais de James W.Langley, Frank Cordell e Andrew Downes e alguns arranjos de obras de William Byrd e Henry Purcell, entre outros.

O grupo dá especial atenção à execução de obras com trompas naturais. Embora não nos possamos considerar especialistas, pensamos que diversifica os concertos e a sonoridade do grupo. É interessante para o público conhecer o instrumento antecessor da trompa moderna e assim ter oportunidade de apreciar a sonoridade muito rica e sempre vibrante da trompa natural.

  1. Realizar novas encomendas

Um compromisso nosso é também o de alargar o repertório original para esta formação. Neste sentido as Trompas Lusas têm promovido várias encomendas a diferentes compositores, o que tem originado várias estreias. Já realizámos mais de uma dezena de estreias de compositores de Portugal (Eurico Carrapatoso, Sérgio Azevedo, Luís Carvalho, Jorge Prendas e Vítor de Faria), EUA (Kerry Turner e Jon Hansen) e Brasil (Liduino Pitombeira).

A reação do público às novas composições tem sido muito boa. Estamos muito satisfeitos com o resultado das obras que temos estreado e que nos têm sido dedicadas. São obras de qualidade, que nos colocam desafios e que são indiscutivelmente adições ao repertório original existente para a formação de quarteto de trompas.

De forma a tornar estas novas composições acessíveis a outros grupos e aos estudantes em geral, em parceria com as AVA Editions criámos a "Trompas Lusas Collection". Neste momento já estão disponíveis composições de Kerry Turner, Sérgio Azevedo e Liduino Pitombeira. Composições que estão gravadas no nosso novo CD "The Eternal City".

  1. Colaborações com outros artistas

Um quarteto de trompas é bastante versátil e pode actuar com outros artistas. Há muitas possibilidades: desde o de juntar mais trompas e formar um ensemble, tocar com uma trompa solista, com orgão, com percussão, com tuba, com côro, com electrónica, etc. As hipóteses são muitas e surpreendentes. E refiro-me a repertório original.

São possibilidades que qualquer quarteto de trompas deve aproveitar e desfrutar. É importante diversificar e procurar sempre inovar e surpreender o público e por outro lado dar outra sonoridade e dimensão ao grupo. Nas Trompas Lusas procuramos fazê-lo de forma regular, fazemos concertos com orgão, tuba, percussão e em agrupamento de trompas.

Em 2012 realizámos uma encomenda de uma obra para trompa solista e quarteto de trompas ao compositor português Eurico Carrapatoso. Daí surgiu a obra "Vôo aos Ventos", que foi estreada no Festival Internacional de Música de Espinho em 2012 tendo como solista Radovan Vlatkovic. Em 2014 apresentaríamos esta obra em Londres no 46º Simpósio da IHS com Ab Koster como solista.

  1. Gravações

As Trompas Lusas editaram 2 CD's, "Trompas Lusas" em 2012 e "The Eternal City" em 2016. Ambas as gravações são demonstrativas do trabalho que as Trompas Lusas têm vindo a desenvolver. Uma selecção de repertório muito variado e dinâmico, com obras que exploram as diferentes características e potencialidades da trompa e da formação quarteto de trompas. Procuramos fazer uma mistura de obras de compositores de referência na composição para quarteto de trompas e outros agrupamentos de câmara para instrumentos de sopro ("Trompas Lusas" - Nikolay Tcherepnin, Henri Tomasi; "The Eternal City" - Paul Hindemith e Jan Koetsier), obras novas que nos foram dedicadas ("Trompas Lusas" - obras de Cláudio Moreira e Luís Carvalho; "The Eternal City" - obras de Kerry Turner, Liduino Pitombeira e Sérgio Azevedo) e obras de compositores menos conhecidos mas que no nosso entender são obras interessantes e que são uma excelente adição ao repertorio tradicional para quarteto de trompas ("Trompas Lusas" - obras de Carl Oestreich e Sérgio Azevedo; "The Eternal City" - obras dos compositores Alexander Mituschin e Ito Yasuhide).

O título do nosso novo CD, "The Eternal City", está relacionado com a obra que abre o CD. Uma viagem em 2013 a Roma, a Cidade Eterna, serviu de inspiração a Kerry Turner para compor esta pequena obra, em género de fanfarra. A obra resultou de uma encomenda que fizemos ao compositor Kerry Turner. Consideramos que seria um grande desafio ter uma obra do Kerry Turner escrita para nós. É uma obra que apresentamos regularmente nos nossos concertos, como peça de abertura.

Para finalizar o CD "The Eternal City" colocamos como Bonus Track um arranjo de Martin Yates para quarteto de trompas do célebre tema de Georg Gershwin "I got Rhythm", foi uma forma mais descontraída de concluir o CD.

  1. Festival Trompas Lusas & Masterclasses

Paralelamente à atividade de concertos o quarteto tem orientado masterclasses e organizado o seu próprio festival, o Festival Trompas Lusas que conta já com três edições. Um festival ímpar a nível nacional que promove vários eventos dedicados à trompa e que tem contado com a presença de jovens trompistas de todo o país. Este Festival tem apresentado convidados de renome internacional, como Hermann Baumann, Ab Koster, Radovan Vlatkovic, Marie-Luise Neunecker, Javier Bonet, Abel Pereira, Jonathan Luxton ou Sören Hermansson.

No último mês de Outubro associámos à apresentação do nosso novo CD a realização de mais um evento dedicado à trompa, o "Dia da Trompa" em que promovemos diferentes ações, desde palestras a exposições de novos materiais, e felizmente contamos com a participação de várias dezenas de jovens e entusiastas da trompa.

A escola portuguesa de trompa tem evoluído de uma forma fantástica nas últimas décadas e este tipo de actividades é fundamental. Queremos contribuir para que os jovens trompistas portugueses, e os adeptos da trompa em geral, tenham oportunidade de ouvir, aprender e conviver com os melhores. A realização destas actividades requer um grande esforço mas é muito compensador.

  1. Parcerias com DürkHorns & Romera Brass

As Trompas Lusas têm vindo a desenvolver parcerias com conceituados fabricantes de material. É muito importante para nós termos a possibilidade de trabalharmos com mestres fabricantes, conhecermos os produtos, materiais usados e o modo de fabrico. As parcerias entre construtores e artistas são muito valiosas. Com a ajuda do nosso conhecimento prático, podemos obter material com características mais pessoais.

Neste sentido desenvolvemos parcerias com o construtor de trompas Dietmar Dürk (DürkHorns) e o fabricante de bocais e surdinas Toni Romera (Romera Brass). Em ambos os casos são construtores que procuram ir ao encontro das preferências de cada intérprete e da sua total satisfação. Eles compreendem que o principal objectivo é o lado individual e pessoal e não o standard. O tipo de relacionamento próximo e sempre procurando o melhor é muito reconfortante para as Trompas Lusas, e transmite-nos confiança para nos concentrarmos completamente nas nossas performances.

Próximas Actividades

Nos próximos meses iremos continuar a promover o nosso novo CD fazendo várias apresentações. A próxima apresentação está agendada para Madrid, dia 2 de Dezembro, inserida no I Congresso Internacional de Trompa de Madrid.


J. BERNARDO SILVA

Licenciado em trompa pela Escola Superior de Música de Lisboa na classe de Jonathan Luxton. Estudou também com Ab Koster, Radovan Vlatkovic e Javier Bonet. Participou em masterclasses com Hermann Baumann, Ab Koster, Radovan Vlatkovic, Bruno Schneider, Javier Bonet, Stefan Dohr, Froydis Ree Wekre, Philip Myers, Fergus McWilliam, Hervé Joulain, Will Sanders, Jasper de Waal, Zdenek Tylsar, entre outros. É solista da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música desde 2000.É atualmente professor na Escola Profissional de Música de Espinho e na Universidade de Aveiro. Foi premiado com o 1ºprémio no Concurso Internacional Philip Farkas organizado pela Sociedade Internacional de Trompistas em Lahti, Finlândia, em 2002. Apresentou-se em vários países da Europa, como solista, em música de câmara e em orquestra. Apresentou-se também como artista convidado nos 36º e 46º Simpósios da IHS, em Valência e Londres, respetivamente.

É membro fundador do quarteto Trompas Lusas.

www.jbernardosilva.com

Trompas Lusas website: http://www.trompaslusas.com/

Trompas Lusas YouTube channel: https://www.youtube.com/channel/UC8xvROqjPsPYs-EajTjQcsg